Monumento às vítimas do atentado de 11 de Março de 2004
Estive em Madrid. Um dos monumentos que fui ver é o dedicado às vítimas do atentado de 11 de março de 2004, que se acha na estação de trens de Atocha. Trata-se de uma sala com isolamento acústico, ambientada em tons de azul escuro. Por sobre o teto dessa sala, há um grande cilindro de vidro que permite a entrada da luz solar. Internamente ao cilindo, há um painel com frases escritas em várias línguas, cujos dizeres clamam por paz, visam a confortar as famílias ou denunciam a patética violência humana.
Os atentados, conhecidos por 11-M, resultaram em 191 mortos e cerca de 1700 feridos. Uma série de ataques foram cometidos em quatro trens da rede ferrovirárias madrilenha. Estar nesse monumento e caminhar por sobre os lugares em que provavelmente estiveram as vítimas oferece uma sensação de concretude e proximidade da tragédia. E, portanto, uma mais precisa perspectiva do que representa o terrorismo para o povo espanhol e para nós, que não estamos tão distantes disso.
Trata-se de uma reflexão sobre a violenta estupidez humana, seja ela expressa por ações arquitetadas por células terroristas ou por traficantes nas ruas das cidades brasileiras. Sem se esquecer da violência silenciosa que sustenta a distância inaceitavelmente grande entre aqueles que concentram uma riqueza em demasia nauseante e aqueles que vagam em andrajos pelas ruas.
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